O INSS negou meu salário-maternidade. E agora?
Receber um “não” do INSS é frustrante, ainda mais com um bebê em casa. Mas essa não é a palavra final. Muitas vezes o pedido é negado por falta de um documento, por um erro no cadastro ou porque um pedido do INSS não foi respondido. E isso pode ser corrigido.
1. Descubra o motivo exato
No aplicativo ou site Meu INSS, abra o seu pedido e baixe a carta que explica por que ele foi negado (a carta de indeferimento). É esse motivo que mostra o que fazer. Os mais comuns são:
- “Falta de qualidade de segurada”: o INSS acha que você não estava mais protegida na data do parto. Isso acontece muito com quem estava desempregada, porque o INSS deixa de considerar que a proteção continua por um tempo depois da demissão;
- “Atividade rural não comprovada”: o INSS achou que os documentos não provam o trabalho no campo;
- Erro no histórico do INSS (CNIS): empregos ou pagamentos que não aparecem ou aparecem errados;
- “Exigência não cumprida”: o INSS pediu um documento e o prazo acabou.
2. Escolha o caminho
Recorrer ao INSS. O recurso é feito pelo próprio Meu INSS e analisado por um conselho do governo. O prazo normalmente é de 30 dias depois que você recebe a resposta, e dá para juntar documentos novos.
Fazer um novo pedido. Se faltava um documento e agora você tem, às vezes é mais rápido pedir de novo, com tudo completo.
Entrar na Justiça Federal. Não é preciso recorrer ao INSS antes. Nas causas de até 60 salários mínimos, o processo corre no Juizado Especial Federal, sem pagar custas no início. Lá as testemunhas podem ser ouvidas, o que ajuda muito nos casos de trabalho rural.
Fique de olho no prazo: normalmente, o salário-maternidade pode ser pedido até 5 anos depois do parto. Quanto antes você agir, mais fácil é juntar as provas.
3. Não assine nem desista sem entender
Antes de decidir, mostre a carta do INSS, o seu histórico (CNIS) e os seus documentos para um advogado. O caminho certo depende do motivo da negativa. Recorrer sem nenhuma prova nova costuma dar o mesmo resultado.
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